Freqüentemente somos questionados quanto a execução de procedimentos que não realizamos, por isso enumeramos alguns deles abaixo com as devidas considerações:
Exame pré-operatório utilizado para localização de lesões não palpáveis da mama, onde um fio guia metálico é colocado na área ou lesão suspeita, sob visão direta do ultra-som ou através da mamografia estereotáxica. Isto permite que se marque o local a ser retirado posteriormente pelo cirurgião. Geralmente realizado pelo médico ultra-sonografista, mamografista ou mastologista em serviços de imagem ou hospitais.
Em algumas situações pode-se optar por realização de punção aspirativa por agulha fina ou por agulha grossa – se a opção for por agulha fina pode-se fazê-la na Diagcel mas, se a opção do médico for por agulha grossa ou nos casos em só é indicado a agulha grossa, nós não realizamos esse procedimento.
Trata-se da realização de biópsia por agulha grossa (ou trocater/ "tru-cut") guiada por ultra-sonografia, tomografia computadorizada ou mamografia estereotáxica para obtenção de fragmentos de tecido, que são fixados para estudo anatomopatológico. Este procedimento pode ser realizado em vários órgãos tais como: fígado, rim, mama, próstata, pulmão, etc. O exame é feito em serviços de imagem ou hospitais pelos médicos ultra-sonografistas, clínicos, cirurgiões, mamografistas ou mastologistas. Podemos receber e processar os fragmentos obtidos para estudo anatomopatológico.
O fragmento de medula óssea é obtido através de biópsia com uma agulha grossa, geralmente realizada na crista ilíaca ou esterno. O fragmento obtido é enviado para estudo anatomopatológico. Não realizamos este procedimento. O mesmo é realizado em geral por hematologistas ou cirurgiões em hospitais, laboratórios ou clínicas. Podemos fazer o processamento e análise tanto do fragmento como dos esfregaços, após a coleta do material.
Biópsia de músculo esquelético
Exame realizado cirurgicamente ou eventualmente por agulha mais grossa para se retirar fragmento de tecido e fazer estudo anatomopatológico. Realizado geralmente pelo cirurgião em hospitais ou clínicas. Sugerimos conversar com o neurologista para indicação de quem costuma executar este procedimento.
Embora possamos processar o exame anatomopatológico destas biópsias esclareça ao paciente que ele deve perguntar ao médico solicitante para qual laboratório deve ser enviado o material (existem alguns serviços bastante especializados nesta análise).
Este procedimento é realizado com o auxílio do ultra-som, que é introduzido por via transretal, localizando-se a glândula prostática e selecionando-se as áreas para a biópsia. Através de uma agulha grossa são retirados fragmentos de várias regiões pré-determinadas ou que sejam suspeitas ao ultra-som. Realizado em geral pelo ultra-sonografista ou urologista. Podemos receber o material para processamento e diagnóstico anatomopatológico.
Biópsia incisional e excisional
É um tipo de biópsia de fragmento em que parte ou toda a lesão é retirada para o estudo anatomopatológico, geralmente através de um pequeno procedimento cirúrgico, realizado por cirurgiões, dermatologistas, ginecologistas, entre outros. Podemos receber o material para processamento e diagnóstico anatomopatológico.
Exame per-operatório de congelação
Exame anatomopatológico rápido, realizado através da congelação de pequenos fragmentos, durante o ato cirúrgico, através da congelação, corte e coloração do material em uma lâmina de vidro, a qual será analisada pelo patologista. O objetivo é definir a natureza da lesão (benigna ou maligna), avaliar se as margens de ressecção cirúrgica estão ou não livres de tumor ou determinar se o material é suficiente para análise posterior. Embora os médicos do laboratório tenham experiência para realizar este tipo de exame, devido à especialização do laboratório, o qual é voltado para a punção aspirativa e dermatopatologia, não realizamos este procedimento
